Hoje, finalmente, consolidei a sua mensagem e aprendi que, para sentir que estou a andar mesmo estando "parada" é preciso respeitar as vontades do meu corpo (o que parece absurdo, pois desde nova ouço que devemos é respeitar o coração e o que sentimos, mas não transmitirá o nosso corpo aquilo que sente o coração?). Pois é, cada vez estou mais convicta de que não se trata de ouvir o coração, pois quando o queremos ouvir ele falha-nos ou confunde-nos, porque infelizmente ele não nos consegue falar, apenas se manifesta no nosso corpo. Logo, estando a ouvir o nosso corpo e entregando-lhe o que ele quer, estamos a satisfazer as vontades do nosso coração. A riqueza do ser não está em discriminar o nosso entendimento, mas em aceitar o que ele nos diz, pois ele reflete tudo o que o coração anseia por.
Falo por mim, esqueço-me com frequência de que o meu corpo não se centra apenas no coração, no corpo em si ou apenas na mente, mas que conjugando ambos lideramos numa harmonia imensa. - E foi hoje que percebi isso - comecei a repetir para mim mesma que "se é isto que o meu corpo pede, é porque está correto" e faço o que o corpo me pede. Satisfaço-o. Quando nos vem ao pensamento algo que na altura acreditamos que é o correto, devemos interrogar ao nosso corpo: "É o que realmente queres?" e se a respota for sim, fá-lo, se aquando do desenvolvimento da ação o coração sentir que não é o melhor, então abandona essa ideia. Aqui não deve ser só o sentimento ou mente a liderar, mas o sentimento ligado ao nosso corpo.
Espero que resulte contigo! Boa sorte,
A Rosa


